Muitos profissionais de saúde em Portugal trabalham todos os dias com uma agenda cheia, mas no final do mês percebem que o esforço não se traduz em lucro.
A clínica está sempre ocupada, há movimento constante, mas as contas continuam apertadas.
A verdade é simples: ter faturação alta não é o mesmo que ter rentabilidade.
E é aqui que a gestão financeira faz toda a diferença.
1. O mito da agenda cheia
Um dos erros mais comuns entre médicos, dentistas, fisioterapeutas e outros profissionais de saúde é acreditar que o sucesso está diretamente ligado ao número de pacientes atendidos.
Mas o volume de consultas ou tratamentos não garante lucro.
Entre rendas, materiais, taxas, seguros e impostos, o que realmente determina a saúde financeira do consultório é o que sobra no final do mês, o lucro líquido.
Sem um controlo rigoroso, o profissional pode estar a trabalhar muito… e a ganhar pouco.
💡 A agenda cheia só tem valor se for acompanhada por um planeamento financeiro sólido.
2. As três despesas que mais passam despercebidas*
Muitos consultórios aparentam estar equilibrados até que uma despesa inesperada aparece e o orçamento desaba.
Isto acontece porque há três tipos de custos frequentemente esquecidos:
1️⃣ Manutenção e renovação de equipamentos
Equipamentos médicos e estéticos têm vida útil limitada.
Quando avariam, o investimento é alto e urgente.
Reservar mensalmente uma pequena percentagem para reposição evita surpresas e protege a estabilidade da clínica.
2️⃣ Formação e atualização profissional
Na saúde, a evolução é constante.
Cursos, congressos e certificações representam custos significativos e devem estar previstos no orçamento anual.
Ver a formação como investimento e não como despesa é o que diferencia clínicas estagnadas de clínicas em crescimento.
3️⃣ Seguros e licenças obrigatórias
Muitos profissionais só se lembram deles quando o prazo está a terminar.
Seguros de responsabilidade civil, taxas de entidades reguladoras e licenças de funcionamento devem estar planeados com antecedência.
Organização é sinónimo de tranquilidade.
3. O impacto de um mês mal planeado
Um único mês sem controlo pode afetar toda a operação da clínica.
Atrasos em pagamentos, juros, uso de reservas ou até crédito desnecessário, tudo isto nasce de falta de planeamento.
O ideal é trabalhar com projeções mensais: saber quanto entra, quanto sai e o que deve ser reservado.
Este simples hábito previne o desequilíbrio financeiro e permite tomar decisões com confiança, mesmo em períodos de menor procura.
4. Como controlar as finanças da sua clínica (sem ser um expert em Excel)
Gestão financeira não tem de ser complexa.
O essencial é ter clareza.
Basta começar com três colunas:
* Entradas (consultas, tratamentos, vendas)
* Saídas (rendas, fornecedores, impostos, materiais)
* Saldo final
Hoje existem ferramentas simples e até apps gratuitas que automatizam este processo, ligando-se à conta bancária e atualizando tudo em tempo real.
Assim, o profissional pode focar-se naquilo que realmente importa: os pacientes.
💡 O objetivo não é dominar o Excel, é dominar os números do seu negócio.
5. IVA na saúde: quando é que se aplica e quando não
Outro ponto que gera confusão é o IVA.
Nem todos os serviços de saúde estão isentos.
A isenção aplica-se apenas a atos com finalidade terapêutica, como consultas médicas, fisioterapia ou exames de diagnóstico.
Mas serviços de bem-estar, estética ou terapias alternativas podem estar sujeitos a IVA, mesmo quando realizados por profissionais de saúde.
Além disso, o enquadramento jurídico (recibos verdes ou empresa) também influencia esta regra.
Ter apoio contabilístico especializado evita erros que podem custar caro e garante que paga apenas o que é devido.
6. Como saber se o seu consultório tem lucro… ou apenas sobrevive
O verdadeiro indicador de rentabilidade não está na faturação, mas na margem de lucro e na capacidade de reinvestir.
Se ao final do mês sobra pouco, mesmo com uma agenda cheia, é sinal de que algo precisa ser ajustado.
Uma contabilidade ativa, que acompanha os números de perto, permite identificar:
* onde o dinheiro está a ser desperdiçado;
* quais serviços são mais rentáveis;
* e onde há espaço para otimizar custos.
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